terça-feira, 8 de dezembro de 2015

[RESENHA] Beleza Perdida

Beleza perdida da Amy Harmon foi lançado em 2013 com o título original: Making Faces e chegou aqui no Brasil neste ano pela editora Verus. Foi o primeiro livro que li desta autora e  adorei a escrita dela. 

História:
O livro conta a história de Ambrose Young , o cara mais popular da escola e também o mais bonito, ele participa do clube de luta da escola e é o queridinho de todos, por outro lado, Fern é uma garota tímida, pouco notada, nada popular e muito menos considerada a mais bonita da escola. Fern é uma devoradora de livros e principalmente de romances, desde os treze anos. Fern desde criança, tem um amigo muito especial, que é o seu primo, Bailey, eles são extremamente próximos, não só por ter uma conexão e afinidade admirável, mas também porque, Bailey tem problemas locomotores e paralisia nas pernas e precisa utilizar cadeira de rodas, e constantemente precisa da ajuda de outros, para comer, ir ao banheiro entre outras coisas.
Porém tudo muda após o atentado de 11 de setembro, pois, despertou um sentimento patriótico em Ambrose e também o exército americano estava recrutando novos soldados no colégio e após receber esta proposta, Ambrose convence seus amigos para ir pro Iraque, e é lá que tudo muda, pois acontece um terrível acidente e desfigura o rosto tão adorado Ambrose. E neste ponto da história, é onde acontece a inversão dos papéis, pois, agora Fern é a bonita (Bela) e o Ambrose o feio (A fera).

O livro é dividido em três partes, a história quando eles ainda eram pequenos, lembranças dos personagens, a segunda parte é tudo que aconteceu antes de Ambrose ir para o Iraque e a terceira parte é tudo que aconteceu após ele voltar.

Beleza perdida é um livro profundo e emocionante sobre a amizade que supera a tristeza, sobre o heroísmo que desafia as definições comuns, além de uma releitura moderna de A Bela e a Fera, que nos faz descobrir que há tanto beleza quanto ferocidade em todos nós. 

Opinião:
  • Beleza Perdida é um livro muito lindo, de uma sensibilidade incrível, que te deixa tão presa na leitura, que você nem percebe o passar das páginas e quando chega ao fim, dá vontade de ler de novo só pra não ficar com saudade. 
  • O personagem que eu mais gostei foi o Bailey. Ele tem o humor estilo Hazel e Gus (A culpa da estrela), pois ele faz piadas o tempo todo sobre sua condição, ao invés de ficar se lamentando.
  • A relação de Fern com o Bailey à primeira vista, parece uma relação em que Fern apenas se doa e não tem retorno, mas quando vamos nos aprofundando na leitura, nós percebemos que na realidade o Bailey, deu tanto para Fern e ajudou ela ser uma pessoa melhor. 
  • E preparem-se, pois eu nem percebi o quanto eu estava chorando até as lágrimas rolarem sem parar e os soluços chegarem.

A verdadeira beleza, aquela que não se desvanece ou se esvai, precisa de tempo, de pressão, precisa de uma resistência incrível. É o gotejamento lento que faz a estalactite, o tremor da Terra que cria as montanhas , o constante bater das ondas que quebra as rochas e suaviza as arestas. E da violência, do furor, da ira dos ventos, do rugido das águas emerge algo melhor, algo que de outra forma nunca existiria. E assim suportamos. Temos fé na existência de um propósito. Temos esperanças em coisas que não podemos ver. Acreditamos que há lições na perda e poder no amor, e que temos dentro de nós o potencial para uma beleza tão magnífica que o nosso corpo não pode contê-la.


Capa original







Espero que tenham gostado, 
Thais Queiroz :D

0 comentários:

Postar um comentário

Obrigado por comentar!